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O Segredo da Fixação

by - julho 05, 2013

Se pararmos para pensar, o foco na fixação de um perfume é bem recente. Antigamente os primeiros produtos perfumados eram basicamente águas de cheiro, principalmente com aromas cítricos e de ervas, e por isso absolutamente sem fixação. Com o uso de essências florais e amadeiradas a duração do perfume na pele (isto é, a fixação) começou a melhorar, mas nunca de maneira tão destacada, até aproximadamente o fim da 2ª. Guerra Mundial (1945).

Foi exatamente nessa época a indústria de perfumaria americana começou a crescer, tentando concorrer com os perfumes europeus, mas sem sucesso. Por isto, procurando compensar a superioridade técnica dessas marcas europeias, a arma escolhida foi a “fixação”. Usando muita potência para ter duração, Elizabeth Arden e seus perfumes causaram uma divisão de águas, por assim dizer, ao investir nisso, para atrair um público fiel. Seu perfume tinha o seguinte slogan “Meu perfume dura 24 horas” e a partir daí a guerra dos cheiros passa a concentrar forças na potência e não tanto na criatividade e qualidade (isto é, harmonia).

Assim houve uma mudança drástica em busca de novas porcentagens de essências com poder de duração maiores: dos 12% tradicionais para cerca de 30% a 35% de absolutos, além do uso de novas matérias primas sintéticas de baixa evaporação.

Mas ao nos referirmos à fixação de um perfume, falamos sobre o que exatamente?

Por exemplo, fragrâncias cítricas e herbais, como o limão, a hortelã, além de outros, se evaporam rapidamente; já as essências florais levam mais tempo e as madeiras, raízes ou resinas demoram algumas horas para desaparecerem. Portanto, torna-se razoável perceber  na aplicação sobre a pele, que em reação com o calor e hidratação particulares a cada indivíduo, aqueles produtos de evaporação mais lentos já citados como resina, madeiras, incenso, baunilha, por exemplo, terão maior fixação (aroma residual que dura mais tempo na pele).

Existe um mito de que produtos fixadores importados tem maior eficiência que os nacionais; na verdade, na
Europa e nos Estados Unidos se usa freqüentemente de 18% a 35% de produto ativo (essência ou concentrado) dentro de um perfume ou em uma Eau de Toilette (países mais frios). No Brasil essa concentração é de 7% a 15% não somente por razões econômicas (taxações diferenciadas, principalmente), mas também para uma melhor adaptação a uma realidade climática diferente dos países do hemisfério norte. Ou pelo menos é o que a indústria nacional explica. Como nossa temperatura média às vezes acima de 30ºC, nós consumidores podemos perceber nitidamente que alguns perfumes mais concentrados têm uma evaporação mais rápida e ao mesmo tempo mais intensa, o que torna o perfume mais forte e mais enjoativo na hora de usá-lo. Um subterfúgio para torná-lo mais suave, é a redução da concentração de essência concentrada, e claro, isto implica em redução da fixação.

É este o motivo que tem levado as grandes marcas internacionais a lançarem durante o uma versão “light”, mais suave, menos concentrada, dos seus perfumes.

As grandes perfumarias ficam intrigadas com a alegação de que algumas fragrâncias não tem boa fixação, e para descobrir o motivo desta reclamação costumam fazer uma interessante pesquisa técnica. Uma pessoa aplica o perfume em si e de hora em hora um técnico analisa se o cheiro ainda persiste no corpo daquela pessoa. Na maioria das vezes, percebe-se que o perfume ainda está fixado na pele do voluntário, ele é que deixou de percebê-lo.

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Fonte: Perfume na Pele

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1 comentários

  1. Muito interessante, adorei ler sobre perfume que é algo que eu amo usar, beijão.

    http://angelimcosmeticos.blogspot.com.br/

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